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Vive a vida que te faz feliz!

Vive a vida que te faz feliz!

Fotografia © Nuno Abrantes

«Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los. Tem em mente, simplesmente, ser autêntico e verdadeiro.» [Dalai Lama]


Quase todos os dias, somos forçados a levar a vida que é esperada. Aquela que é mais correta, mais estável, mais respeitada, mais responsável.

Desde pequenos que nos dizem que temos de tirar um curso, trabalhar em algo que dê muito dinheiro, casar e ter filhos. Porque esse é o caminho para uma vida sem preocupações. Porque ter uma profissão de que gostamos é apenas um luxo. Porque é preciso que sejamos mães ou pais para tocarmos a felicidade maior, a mais plena, e porque sem ela seremos sempre metade de quem poderíamos ser.

Não há nada de errado em seguirmos o caminho que é suposto. Se for isso que nos faz felizes. Mas nem sempre o caminho espectável é aquele que nos traz felicidade.

Às vezes, é outro completamente diferente.

É aquele que implica uma profissão mais instável, onde lutamos diariamente pelo nosso «lugar ao sol», mas que nos faz sentir muito mais felizes em cada meta que atingimos.

É aquele que implica arriscar uma vida sozinhos, sem marido, sem mulher, porque preferimos dedicar tempo a nós próprios e às tantas outras coisas que nos enriquecem e que nos fazem sentir vivos.

É aquele que implica adiar os filhos, ou até não os ter, porque encontramos felicidade em tantas outras coisas. E que, sim, farão de nós inteiros — mesmo sem crianças, sem histórias para adormecer, sem passeios pelo parque.

Quase todos os dias, somos forçados a levar esta vida — que, tantas vezes, vivemos mais pelos outros do que por nós. Permitimo-nos adiar escolhas, sonhos, experiências, que nos fariam muito mais felizes do que somos.

É este o teu caso? Então, hoje, estas palavras são para ti:

1. Não te retraias. És tu quem mais te limita. — Se tens o hábito de retrair a tua vontade para não ires contra o que [achas que] esperam de ti, quebra o ciclo. A verdade é que a maioria das nossas limitações são-nos impostas por nós, e não pelos outros. Nós é que achamos que vamos desiludir meio mundo. Nós é que criamos este modelo de pessoa que queremos ser e, quando não o conseguimos, recriminamo-nos. Mais do que os outros, somos nós os primeiros a exigir de nós o que achamos que é suposto. E não raramente usamos os outros como desculpa, quando, na verdade, essa limitação é-nos imposta por nós.

Por isso, quebra o teu ciclo. Até porque a sociedade não quer saber se casas aos 20 ou aos 40; se tens filhos, ou não; se viveste em dez casas, ou apenas numa; se te apaixonas por pessoas do sexo oposto, ou do mesmo sexo que tu. Não sejas tão exigente contigo. Faz as tuas escolhas. Solta-te. A maior liberdade vem de dentro!

2. Se eles falam, deixa-os falar. Não são eles que vivem a tua vida. — É tão fácil que o considerado «normal» nos limite. Porque achamos que romper com a «normalidade» vai colocar mil olhos em cima de nós. Mas as nossas decisões cabem-nos a nós. E o caminho para sermos felizes tem de ser o nosso caminho — não dos outros. No limite, os mais próximos poderão ficar surpreendidos com alguma escolha menos óbvia que façamos, mas adaptam-se: ao perceberem que é o que queremos, aprendem a aceitar. E os outros, os que não são suficientemente próximos de nós para fazerem esse esforço, não importam. Se não somos importantes para que respeitem as nossas escolhas, então não lhes podemos dar importância suficiente para condicionarem a nossa vida. Por isso, deixa-os falar. A tua vida é tua e só a ti diz respeito. Tu sabes quem és, e é isso que importa.

3. Permite-te sonhar. E luta pelos teus sonhos. — Não, os sonhos não são só acessórios, coisas que devemos ignorar e meter na borda do prato. E nem todos são tão impossíveis quanto isso. Há sonhos tão simples. E darão um sentido ainda maior à tua vida. Permite-te canalizar a tua atenção para eles, para o que queres, para o que te faz feliz. Dedica parte da tua vida a fazer algo em prol deles, em prol de ti. E luta. Mesmo que não consigas realizar uns, vais certamente realizar outros. E a verdadeira recompensa que terás será esta: sentir que fizeste algo por ti. Porque te permitiste dar um brilho diferente à tua vida. Porque te impuseste objetivos só teus. Porque, afinal, tens mais garra do que julgavas e nada te pára até conseguires aquilo que queres. Porque és capaz! Só precisas de te focar em ti, definir metas e dar o teu melhor!

Acima de tudo, és tu que tens de te sentir feliz com as tuas escolhas. E, por mais difícil que seja quebrar expetativas, ir contra aquilo que esperam de ti, não sentes que é igualmente difícil tomares decisões (e teres de viver com elas) que não são verdadeiramente tuas?

Por isso, faz o que estiver ao teu alcance para viveres a vida que te faz feliz.

A vida é tua! E tu podes fazer dela o que quiseres.


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Designer, ilustradora, copywriter e autora. Apaixonada por comunicação, pessoas e cidades grandes. Uma portuguesa a viver em Londres.

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