Será para sempre amor

Fotografia © Pixabay

Aperta-me nas tuas mãos. Olha-me com atenção. Deixa que os nossos olhares digam o que sentimos, o que guardamos em nós. Aperta os meus dedos nos teus e segura-lhes o calor, o nervosismo de te ter à minha frente, a ansiedade do primeiro instante a dois e o desejo de prolongar este momento e de fazer dele tantos outros momentos, sem fim.

Aperta-me nas tuas mãos. As minhas, aqui, brandas, frágeis, nas tuas, fortes, seguras. Quando o amor nos transborda do peito; quando o amor nos treme nas mãos; quando o amor faz de um mero instante uma quase eternidade, é a vida a dar-nos uma razão para ficarmos.

Aperta-me nas tuas mãos. Olha-me, assim, com esses olhos brandos mergulhados em mim. Deixa-me abraçar-te. Abraça-me também. Deixa-me sentir o teu calor no meu corpo e o teu coração a bater bem junto ao meu.

Porque, quando o amor se emociona nos nossos olhos; quando o amor ama no silêncio; quando o amor precisa das mãos entrelaças, apertadas, como se fossem uma só, eu sei: pode o mundo virar-se do avesso, pode o futuro afastar-nos, podemos nós não saber fazer disto felicidade que se prolongue no tempo, mas será para sempre amor.

Para sempre.


Designer, ilustradora, copywriter e autora. Apaixonada por comunicação, pessoas e cidades grandes. Uma portuguesa a viver em Londres.

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