Desses que amam em silêncio

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Cartaz © Laura Almeida Azevedo
Cartaz © Laura Almeida Azevedo

Amor.

Poderia escrever-te um poema. Os poemas permitem que as palavras dancem. Os poemas permitem que os sentimentos dancem nas palavras dos poemas, que quase se escrevem sozinhas, meu amor. Os poemas são como melodias que embalam o coração.

Poderia escrever-te um poema. Desses que rimam ao seu próprio ritmo. Desses que infringem regras. Desses que dizem o amor nas entrelinhas, nas vírgulas, em cada espaço em branco, em cada parágrafo ou frase inacabada. Desses que amam em silêncio.

Poderia escrever-te um poema. E contar-te, assim, em forma de poema, tudo o que sinto por ti. E que é tanto. Tudo o que desejo fazer contigo: entre cada vírgula, espaço em branco, parágrafo ou frase inacabada.

Poderia escrever-te um poema. Desses que queimam o peito. Desses que fervem na boca. Desses que são fogo e paixão acesa, assolapada e quase, quase doente. Desses que beijam de olhos fechados, com línguas abraçadas uma à outra; com gemidos doces, feitos de beijos que contam, em segredo, as melhores histórias de amor.

Poderia escrever-te um poema.

Amor.

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Laura Almeida Azevedo
36 anos. Apaixonada por palavras, desenho e comunicação. Viciada em música e chocolates. Fascinada por pessoas, emoções e cidades grandes. Licenciada em Jornalismo. Designer gráfico, ilustradora e autora do livro «Apetece(s)-me». E a desafiadora-mor da plataforma de escrita criativa: Desafio-te.