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Esta é a única vida que tens

Esta é a única vida que tens

Esquece o significado das palavras. Não te preocupes com os sons. Não forces a sua coerência. Sentir também é isto: perder a coerência. E as palavras não sabem, por ti, o que tu sentes. Não te adivinham, nem respiram por ti. Não choram em vez de ti. As palavras são apenas… palavras.

Esquece a razão, a lógica, o justo. Tantas verdades tão certas, tão infalíveis, que te dizem, como se te contassem histórias que deves decorar só porque sim. Tantos caminhos que te oferecem: sempre melhores do que aquilo que queres escolher. Não querem que percas tempo a tentar perceber qual é o teu. Porque seguir o próprio caminho é, aos olhos de muitos, verdadeiramente assustador. Mas perde esse tempo. Por ti. Porque os caminhos dos outros não são os teus. São apenas… caminhos.

Esquece a elegância, a [com]postura, a tentativa de seres sempre racional, sempre mais forte do que tudo. E a necessidade de provares a ti — por vezes, mais do que aos outros — que consegues, que aguentas, que és capaz. Se não tens força, deixa-te cair. E chora. Inunda a pele, que há em ti, com todas as lágrimas. E fica-te aí, a sentir. Fecha os olhos. Sente tudo. Não te evites. Enfrenta-te. Desprende-te dos teus medos. Assume o que te falta. Foca-te no que precisas. Abraça o bom que há em ti. Aceita o pior, que também é teu. És já tanto e podes ser ainda muito mais. E és apenas… humana.

Não te esqueças disso.

Arrisca. Mesmo tendo medo. Sobretudo, tendo medo. E se perderes? Tentas de novo. E se não te conseguires levantar de novo? Ganhas balanço. Tu consegues. Eu sei que tu consegues: porque és forte, resistente, persistente.

Resiste. Levanta-te. Insiste.

Liberta-te.

Porque esta é a única vida que tens.


Olá! Eu sou a Laura, a autora deste blog e do livro «Apetece(s)-me». Sou também freelancer em desenho gráfico, ilustração, redação de conteúdos e gestão de redes sociais. Paixões? As mais simples: escrever, desenhar, música, varandas e cidades grandes. Atualmente, vivo em Londres!

  1. Joana Silva

    7 Julho

    Tens toda a razão, esta é a única vida que temos e é nela e por ela que devemos existir, resistir e persistir.
    Por todas as razões e mais alguma, o texto fez todo o sentido para mim.
    Parabéns.

    • Laura Almeida Azevedo
      Laura Almeida Azevedo

      7 Julho

      Obrigada, Joaninha. <3

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