O amor modifica-nos

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O amor modifica-nos. Quando surge, liberta-nos. Empolga quem somos. Torna-nos inteiros, felizes, genuínos, contagiantes, urgentes e exuberantes na nossa forma de expressar o desejo, a saudade e o amor. Conseguimos ser ainda melhores do que éramos. E, mesmo que o amor nos faça sentir emoções extremas, há sempre uma dessas duas extremidades que é doce, entusiasmada e que se sente inteira.

Quando o amor desaparece, leva tudo. Derruba-nos. Atira-nos para o chão. Fecha todas as janelas da nossa casa e faz-nos sentir que os dias são noites inteiras vestidas de negro. E, então, deixa de haver dois extremos. Passa apenas a haver uma infeliz continuidade. Uma continuidade extrema — é certo — que faz de nós metades infelizes, genuinamente tristes, deprimidas, apáticas e, sim, igualmente exuberantes na nossa forma de expressar o desejo, a saudade e a dor.

Talvez esta seja a única coisa em comum entre o durante e o depois: toda esta exuberância. Esta forma excêntrica de expressar a felicidade. Esta forma excêntrica de chorar a saudade e de sentir que o mundo acabou. Esta sensação de que nada mais existe à nossa volta e de que os nossos dias são apenas isto: esta urgência aflita de [sobre]viver.


Designer, ilustradora, copywriter e autora. Apaixonada por fotografia, pessoas, cidades grandes e esplanadas com luz.

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