Tudo o que quiséssemos

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A vida podia ser tudo o que quiséssemos. Tudo. Desde os sonhos mais simples às pequenas loucuras de que tanto precisamos para nos sentirmos vivos. Desde o mero instante — onde cruzamos a nossa empatia, o nosso gosto pelo outro — ao infinito, que avistamos no cimo dos sonhos que temos.

A vida podia ser tudo o que quiséssemos. Podia ser isto. Podia ser aquilo. Podia ser o que não conseguimos que seja: porque não temos coragem de arriscar. A vida podia ser o gosto verdadeiro pela vida: a ânsia de sentirmos a liberdade de escolher o futuro a cada dia. A vida podia ser o amor verdadeiro, a coragem com lábios de mel, a ternura de nos termos desprovidos, a força de nos termos inteiros e a vontade de sermos realmente felizes.

A vida podia ser tudo. Tudo o que quiséssemos.

[Ainda pode.]

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Laura Almeida Azevedo
36 anos. Apaixonada por palavras, desenho e comunicação. Viciada em música e chocolates. Fascinada por pessoas, emoções e cidades grandes. Licenciada em Jornalismo. Designer gráfico, ilustradora e autora do livro «Apetece(s)-me». E a desafiadora-mor da plataforma de escrita criativa: Desafio-te.