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Tudo o que quisermos

Tudo o que quisermos

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[Fotografia e edição: Laura Azevedo | © apeteces-me.com]

Sento-me. O chão molhado. Encosto-me e fito o horizonte. A vida é tão grande. As casas, as pessoas, a pressa, os carros: o trânsito do mundo. Esta urgência absoluta que quase nos anestesia e que nos distrai do que realmente importa.

Sento-me. O banco molhado. As minhas costas hirtas, encostadas à pedra de xisto. A vida é tanta, tão imensa, tão certeira. A vida. As emoções a ferverem na boca. A angústia dentro do peito. O amor a querer saltar do corpo para correr na direção dos sonhos. A urgência: esta vida, em nós, mais forte e sedenta do que qualquer outra coisa que nos rodeia.

Sento-me. E observo. Quase fico sem respiração. Endireito-me. Queimo. Arrefeço-me na água fria da chuva.

A vida pode ser tudo o que quisermos fazer dela. Sabias?


Designer, ilustradora, copywriter e autora. Apaixonada por fotografia, pessoas, cidades grandes e esplanadas com luz.

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