Tudo o que quisermos

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[Fotografia e edição: Laura Azevedo | © apeteces-me.com]
Sento-me. O chão molhado. Encosto-me e fito o horizonte. A vida é tão grande. As casas, as pessoas, a pressa, os carros: o trânsito do mundo. Esta urgência absoluta que quase nos anestesia e que nos distrai do que realmente importa.

Sento-me. O banco molhado. As minhas costas hirtas, encostadas à pedra de xisto. A vida é tanta, tão imensa, tão certeira. A vida. As emoções a ferverem na boca. A angústia dentro do peito. O amor a querer saltar do corpo para correr na direção dos sonhos. A urgência: esta vida, em nós, mais forte e sedenta do que qualquer outra coisa que nos rodeia.

Sento-me. E observo. Quase fico sem respiração. Endireito-me. Queimo. Arrefeço-me na água fria da chuva.

A vida pode ser tudo o que quisermos fazer dela. Sabias?

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Laura Almeida Azevedo
36 anos. Apaixonada por palavras, desenho e comunicação. Viciada em música e chocolates. Fascinada por pessoas, emoções e cidades grandes. Licenciada em Jornalismo. Designer gráfico, ilustradora e autora do livro «Apetece(s)-me». E a desafiadora-mor da plataforma de escrita criativa: Desafio-te.