Guardo para mim

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Guardo, para mim, as palavras daquilo que sinto. Todos os dias, a vida surpreende-me. Todos os dias, à frente dos meus olhos, o mundo abre-se de um modo diferente. Como se estivesse mudo, calado, apenas à espera do meu primeiro passo, do meu primeiro olhar, para surgir todo de repente: enorme.

Guardo, para mim, os meus sonhos. Todos os dias, aprendo a desejar algo diferente. Todos os dias, percebo um pouco mais de quem sou e do que quero. Como se estivesse a guardar-me, aos poucos, assim, muda, calada, apenas à espera do que a vida vai sendo, para surgir, toda eu, de repente: a queimar-me na pele.

E, todos os dias, sei que o meu caminho está aqui: à minha frente. Mudo, mas com tanto calor na garganta. Que esta vida é, sobretudo, minha. É sempre nossa. E que a felicidade, essa, devo-a, sempre mais um pouco, a mim própria a cada dia que [ainda] cá estou.


Designer, ilustradora, copywriter e autora. Apaixonada por comunicação, pessoas e cidades grandes. Uma portuguesa a viver em Londres.

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